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Chave Mestra

Chave Mestra

Ana Rita Guerra do Dinheiro Vivo tenta manter-nos completamente ignorantes sobre os acontecimentos na política americana

Ana Rita Guerra do Dinheiro Vivo mente-nos e tenta

 

A "jornalista" Ana Rita Guerra, que diz ter estado presente numa convenção de palestras, entrevista e debates políticos com personagens mediáticas do mundo do jornalismo sobre política nos EUA, começa o seu artigo claramente anti-Trump e contra-senso "Teorias da conspiração: A magia de Trump" tentando pintar os apoiantes de Trump de selvagens incontroláveis.

 

Para o efeito, a "jornalista" Ana Rita Guerra escreve que um apoiante de Trump, a meio de uma palestra, levantou-se e gritou a sua opinião, filmando tudo. Isto é algo que tanto apoiantes de Trump como críticos de Trump fazem, mas a "jornalista" Ana Rita Guerra decidiu focar-se apenas neste caso protagonizado por um apoiante de Trump numa clara tentativa de caracterizar todos apoiante de Trump como selvagens sem maneiras. e todos os críticos de Trump como pessoas educadas e bem-comportadas.

 

A "jornalista" Ana Rita Guerra também refere que este apoiante de Trump gritou os sucessos de Trump a meio da palestra que tinha como tema principal opinar se Trump era um génio ou um lunático, com a "jornalista" a escrever no seu artigo "sucessos" entre parênteses, aludindo que Trump não tem tido sucessos como presidente. Ao mesmo tempo a "jornalista" recusa-se a mencionar sequer um dos exemplos dos sucessos de Trump que o seu apoiante terá gritado para que possamos decidir por nós próprios se é ou não um sucesso.

 

A "jornalista" mostra também que não concorda com o apoiante de Trump ao referir uma resposta da pessoa que estava a dar a palestra ao apoiante de Trump dizendo que Trump não lhe dá ouvidos.

 

A "jornalista" Ana Rita Guerra refere que voltou a ver este apoiante de Trump a fazer o mesmo noutras palestras e acusa-o de ter alimentado gritaria e discussão. Outra vez, ao não referir que críticos de Trump fazem exactamente o mesmo a "jornalista" tenta logo no início do seu artigo pintar apoiantes de Trump como desestabilizadores e mal educados, quando críticos de Trump comportam-se da mesma maneira.

 

A "jornalista" Ana Rita Guerra depois alega que o apoiante de Trump estava a filmar tudo com a intenção de depois carregar os vídeos para a internet e injustamente acusar críticos de Trump de insultarem apoiantes de Trump diariamente. Alega também que o apoiante fazia isto em cantos obscuros da internet e com o objectivo de obter validação de outros apoiantes de Trump. Outra vez, tentando pintar da maneira que quer este apoiante de Trump através de insinuações em vez de factos, numa clara tentativa de influenciar a nossa percepção dos apoiantes de Trump.

 

A "jornalista" Ana Rita Guerra refere depois que este apoiante de Trump não foi o único a comportar-se desta maneira, mas também sabe que ao não referir especificamente e detalhadamente casos em que críticos de Trump fizeram exactamente o mesmo está a influenciar a opinião do leitor, e está fazê-lo especificamente logo no início do artigo.

 

A "jornalista" Ana Rita Guerra diz também que apenas quem esteve presente na convenção sabe como aconteceram os debates, e que quem assiste aos mesmos pela internet não sabe, apesar de o debate visto ao vivo ser exactamente o mesmo debate visto na internet, já que nenhuma montagem é feita e as vozes da plateia são audíveis.

 

A "jornalista" Ana Rita Guerra diz também que para os apoiantes de Trump não interessa aquilo que ouvem nos debates. Desde que aquilo que oiçam esteja de acordo com a sua opinião eles aplaudem, mesmo que não faça sentido e mesmo que não esteja certo. Mas a "jornalista" escusa-se a referir qualquer um desses pontos que diz não fazerem sentido ou estarem errados para sejamos nós a decidir por nós próprios se de facto os pontos não fazem sentido ou estão errados. De novo, quer-nos ignorantes e tenta influenciar a nossa percepção para nos fazer acreditar que os apoiantes de Trump são ignorantes, não fazem sentido e não têm razão ao concordar com certos pontos que a própria "jornalista" nem quer que saibamos quais são.

 

A "jornalista" Ana Rita Guerra alega também que ninguém que foi assistir à convenção estava interessado em verificar a veracidade desses pontos:

 

"não se tratava ali de certo ou errado, como não se trata de facto ou falsidade entre os apoiantes de Trump e os seus detratores.".

 

É a partir daqui que a "jornalista" se tenta elevar a todos estes seres supostamente inferiores a ela e expõe a sua teoria como sendo facto num artigo que subitamente se transforma de pseudo-jornalismo anti-Trump num claro artigo de opinião anti-Trump:

 

"Trata-se de pensamento mágico: as coisas são aquilo que eles acreditam que elas sejam. Ouvi inúmeras vezes, em dois dias de debates e conversas, exatamente as mesmas frases, palavra a palavra, vindas de bocas diferentes. Cheguei a considerar que talvez haja um Facebook alternativo para os aliados de Trump, onde eles memorizam os contra-argumentos que vão usar quando interagirem com pessoas dessa espécie abjeta, os que estão contra o presidente."

 

A "jornalista" Ana Rita Guerra alega que entrou na cabeça de todas aquelas pessoas e conhece todas as suas motivações. Alega também que os contra-argumentos dos apoiantes de Trump são inventados num Facebook alternativo e depois simplesmente repetidos. Isto vindo de uma "jornalista" do Dinheiro Vivo é pura hipocrisia. É sabido que o Dinheiro Vivo e a restante comunicação social corporativa portuguesa repete artigos quase palavra por palavra de agências de notícias internacionais, e também nacionais, como Reuters, Associated Press, Lusa, New York Times, Washington Post, entre muitos outros.

 

Mas a "jornalista" também aqui se recusa a referir qualquer um desses contra-argumentos, para que possamos verificar por nós próprios se são ou não verdadeiros. Porque sendo eles verdadeiros, ou seja, baseados em factos e provas, é perfeitamente natural que os contra-argumentos sejam iguais já que serão baseados nas mesmas provas e factos.

 

Sem querer tocar nesses factos e provas, a "jornalista" toca brevemente e apenas em alguns contra-argumentos, sobre os quais, ao contrário do que "jornalista" fez, eu vou referenciar as provas e os factos em que se baseiam para que qualquer leitor possa ir por si próprio verificar a sua veracidade.

 

"O caso da Rússia é uma “caça às bruxas” e um “nothingburger” (hamburger de nada)."

 

Tanto esta "jornalista" como a restante comunicação social se têm recusado a noticiar as declarações obtidas em câmara oculta de apresentadores e produtores da CNN, um dos canais que mais insiste na narrativa que Trump é um agente russo, em que admitem que essa narrativa não tem base em provas. Estes vídeos foram gravados pelo grupo de jornalistas de investigação Project Veritas Action, são públicos no Youtube, e as declarações vêm do comentador e apresentador Van Jones, do produtor John Bonifield, e do produtor associado Jimmy Carr.

 

As acusações de que a Rússia penetrou os servidores do Partido Democrata e expôs crimes dentro do partido ligados a Hillary Clinton para ajudar Donald Trump a ganhar as eleições é baseada em provas que supostamente estarão armazenadas nos servidores do partido. O partido por mais de 20 vezes recusou os pedidos do FBI e do Departamento de Segurança Interna dos EUA para investigar os servidores. A única entidade que investigou os servidores foi uma empresa privada - CrowdStrike - com ligações a Hillary Clinton e ao Partido Democrata. A palavra desta empresa foi aceite por certas pessoas anti-Trump dentro do FBI e da CIA, incluindo os seus directores, que depois escreveram um relatório que diz que, com base na palavra da empresa CrowdStrike, têm alta confiança que a Rússia penetrou os servidores do Partido Democrata. A comunicação social pegou neste relatório e durante meses reportou que todas as 17 agências de espiões americanas acreditavam que a Rússia tinha penetrado os servidores do Partido Democrata. Agora sabe-se que apenas certas pessoas anti-Trump dentro da CIA, FBI e o do gabinete do Director de Serviços de Informação Nacionais concluíram isso.

 

Ignora também as declarações de Seymour Hersh, um dos jornalistas mais respeitados e com mais integridade no mundo, distinguido com o prémio Pulitzer por duas vezes, que diz que teve acesso a um relatório do FBI que diz que Seth Rich enviou emails do Partido Democrata para a Wikileaks.

 

“o presidente mais bem sucedido da história da América”

 

Cada um mede o sucesso de um presidente subjectivamente e por critérios diferentes. Se conseguiu implementar ou não leis com as quais concordamos. Se mudou o país para melhor. Se cumpriu com as suas promessas. Se superou obstáculos de enorme dificuldade.

 

No que toca a cumprir com promessas, Donald Trump é de longe um dos melhores presidentes de sempre por já ter cumprido com inúmeras promessas de campanha em apenas seis meses.

 

No que toca a superar obstáculos exteriores é também um dos melhores de sempre, ao conseguir não só ser eleito, mas cumprir com muitas das suas promessas quando tem o próprio partido contra ele (Partido Republicano), quando tem quase toda a comunicação social contra ele, quando tem membros da sua própria administração contra ele, quando tem quase todos os líderes mundiais contra ele, quando tem a indústria do entretenimento contra ele, quando tem todas as empresas que dominam as fontes e filtros de informação na internet contra ele (Google, Facebook, Twitter, Amazon, etc).

 

Duas das promessas já cumpridas - sair do tratado comercial Parceria Trans-Pacífico e do tratado Acordo do Clima de Paris - mantiveram os americanos em controlo de poderem votar em quem escreve as leis do seu país, ou seja, preservaram a democracia nos EUA e impediram que esta tivesse sido sequestrada por corporações multinacionais.

 

Por estas razões apenas, é legítimo que certas pessoas acreditem que Trump seja “o presidente mais bem sucedido da história da América”.

 

“conluio não é crime”

 

"Conluio" é uma palavra que os portugueses não usam mas que a comunicação social começou agora a usar porque é a tradução directa da palavra que a comunicação corporativa americana tem usado para descrever a relação entre Trump e o governo russo. Isto porque a comunicação social portuguesa reporta notícias internacionais repetindo aquilo que certas agências de comunicação social internacional noticiam quase inteiramente palavra por palavra.

 

Apesar de a comunicação continuar a insistir há mais de um ano que Trump tem ligações com o governo russo, ainda nenhuma prova tenha sido obtida pelas agências federais que têm especificamente investigado possíveis ligações. A investigação é agora liderada por um procurador especial, ex-director do FBI Robert Mueller, que não só é uma pessoa claramente anti-Trump, como nomeou para a sua equipa mais de uma dezena de advogados (algo sem precedentes) anti-Trump e que até fizeram donativos a Hillary Clinton.

 

No entanto a venda de 20% do urânio americano ao governo russo por parte de Hillary Clinton enquanto Secretária de Estado, em troca de donativos para a Fundação Clinton, não está a ser investigada e nunca foi noticiada pela comunicação social portuguesa.

 

“a culpa não é do Presidente, é dos Republicanos que estão a lutar contra ele.”

 

Trump prometeu durante a campanha presidencial que iria terminar e substituir o sistema obrigatório de seguros de saúde nos EUA conhecido por Obamacare. Para o fazer necessita da maioria de votos no Senado, depois de já ter recebido aprovação na Câmara de Representantes. A maioria dos Senadores são Republicanos e há 7 anos que dizem que querem terminar e substituir o Obamacare. Mas agora que tiveram a hipótese de o fazer, alguns deles votaram contra e o Obamacare mantém-se.

 

Mas para a" jornalista" estes pontos são absurdos, apesar de ela nem sequer tentar explicar porquê. Porque também não quer tocar naquilo em que se baseiam. Porque nos quer ignorantes e sob o controlo da sua narrativa.

 

É sabido que o presidente Trump não fica com o salário que recebe como presidente dos EUA e que o entrega a instituições de caridade. Mas a "jornalista" diz que é absurdo dizer que o presidente não recebe o salário. É errado dizer que não recebe o salário, porque de facto o recebe, mas não fica com ele. Por isso quem diz que ele não recebe não está a ser absurdo.

 

A "jornalista" também diz que é absurdo dizer que imigrantes ilegais nos EUA recebem subsídios e podem votar. Aqui a jornalista refere-se ás declarações de uma das convidadas da convenção, Ann Coulter, que explicou muito bem as bases, recorrendo aaté a documentos, que apoiam as suas declarações. Declarações que a própria adversária de debate não contrariou. Mas a "jornalista", outra vez, quer-nos cegos e nem sequer tenta ilustrar como as declarações de Ann Coulter, ou os factos e documentos em que se baseou, estão erradas. Aliás, a "jornalista" tem tanto receio que saibamos o que Ann Coulter tem para dizer que nem sequer refere o seu nome no artigo.

 

Só mesmo no fim do artigo é que a "jornalista" refere que a esquerda, ou seja, os apoiantes do Partido Democrata ou do Partido Verde, propagam "ideias que não são suportadas por factos e ninguém lhes consegue mudar a opinião, ou criticam o nepotismo de Trump sem reconhecer que Bill Clinton fez a mesma coisa.".

 

O que a "jornalista" não refere é que Donald Trump nunca teve que pagar um acordo em tribunal para resolver uma acusação de violação. Bill Clinton teve. Também aqui, na sua tentativa de parecer minimamente imparcial, a "jornalista" tenta manter-nos cegos e manipular-nos.

 

Rapidamente a "jornalista" vira-se de novo contra Trump:

 

"Mas dado o nível de histeria que existe entre os apoiantes de Trump, que acham que a CIA e o FBI inventaram o ciberataque da Rússia e que Trump venceu o voto popular nas eleições, eu diria que o pensamento mágico está muito mais forte desse lado."

 

Não é nenhum pensamento mágico. É um facto que o relatório escrito por certas pessoas no FBI e CIA não é baseado em provas mas sim na palavra de uma empresa de ciber-segurança com ligações ao Partido Democrata, a única entidade que o Partido Democrata permitiu que investigasse os seus servidores, em detrimento do FBI e Departamento de Segurança Interna que foram impedidos de o fazer em mais de 20 ocasiões.

 

"É, talvez, um mecanismo de defesa, porque se sentem acossados por todos os lados. A reação natural é reafirmar as convicções loucas quanto mais o resto da sociedade gritar que eles estão errados."

 

O resto da sociedade não está a dizer que os apoiantes de Trump estão errados. Quem o está a fazer é a comunicação social na sua quase totalidade e as pessoas que estão a ser impedidas de aceder a qualquer informação que apoie uma narrativa contrária à da comunicação social.

 

"É pouco provável que alguém tenha mudado de ideias ao ouvir posições contrárias nos debates da Politicon, mas houve pelo menos um elemento positivo: desta vez, nenhum algoritmo conseguiu filtrar a oposição. E ser exposto ao contrário do que acreditamos é sempre melhor que viver numa bolha."

 

Não, algumas pessoas de certeza mudaram de ideias ao serem expostas a nova informação que está deliberadamente a ser escondida pela "jornalista" Ana Rita Guerra e pela restante comunicação social. Porque as pessoas não são estúpidas nem paus mandados como certas pessoas em posições de poder gostavam que fossem.

 

E a referida bolha existe porque é criada por "jornalistas" como a Ana Rita Guerra e organizações de notícias como o Dinheiro Vivo que deliberadamente nos escondem informação e tentam manipular a nossa percepção do mundo com os seus artigos cheios de meias-verdades, alegações subtilmente escritas de modo a parecerem factos, notícias selectivas, títulos completamente enganosos e até mentirosos em alguns casos, e pura ofuscação de factos e provas relevantes e importantes para a nossa compreensão dos acontecimentos.

 

Pelo menos a "jornalista" finalmente admite que os gigantes da internet estão a censurar apoiantes de Trump, algo que nem ela nem a comunicação social portuguesa tem interesse em noticiar.