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Chave Mestra

Chave Mestra

Ex-Conselheiro Científico do Departamento de Defesa diz que EUA não têm provas concretas de que governo sírio foi responsável pelo ataque químico de Idlib na Síria

Ex-Conselheiro Científico do Departamento de Defe

 

Em 3 relatórios (postol-report-1,postol-report-2,postol-report-3) publicados a 17 de Abril por Theodore Postol, especialista em armas químicas do Instituto de Tecnologia do Massachusetts, pode-se lêr que a conclusão do especialista é a de que o ataque químico de dia 4 de Abril em Idlib na Síria foi encenado e que provas indicam que terroristas da Al-Nussra (Al-Qaeda), e não o governo sírio, estiveram por detrás do ataque, ao contrário daquilo que o governo americano disse na altura e continua a dizer.

 

"Eu analisei o documento (da Casa Branca) cuidadosamente, e acredito que é possível demonstrar, sem dúvida, que o documento não apresenta qualquer prova que o Governo dos EUA tem conhecimento concreto que o Governo da Síria foi a origem do ataque químico em Khan Sheikoun, Síria aproximadamente entre as 6 e as 7 da manhã no dia 4 de Abril de 2017."

"De facto, provas centrais citadas no documento (fotografias tiradas por indivíduos no terreno) apontam para um ataque que foi executado por indivíduos no terreno, não num avião, na manhã de 4 de Abril."

 

Diz que a análise feita no documento ás fotografias do local é incompetente e conclui:

 

"Todos estes erros altamente amadores indicam que o relatório da Casa Branca, tal como o anterior relatório da Casa Branca de Obama (de Ghouta em 2013), não foi apropriadamente verificado pela comunidade dos serviços de informação como foi dito."

 

Diz que apesar de a comunidade dos serviços de informação ter uma alta capacidade de análise, ultimamente essas análises estão a tomar lados políticos e a corromper as análises da informação. E este documento, tal como o de 2013, é prova disso.

 

O ataque químico de 4 de Abril em Idlib na Síria aconteceu numa altura em que os terroristas (Estado Islâmico, Al-Qaeda e outros) que o governo sírio está a combater estavam finalmente a começar a perder terreno devido ás ordens de Donald Trump de eliminar o Estado Islâmico, algo que Obama se recusou a fazer.

 

Aconteceu também numa altura em que o Secretário de Estado dos EUA Rex Tillerson tinha acabado de considerar que não era uma prioridade do governo americano substituir o governo sírio.

 

O governo sírio antes do ataque de dia 4 de Abril tinha já também recebido um ultimato dos EUA em relação ao uso de armas químicas. E os terrorista já tinham sido anteriormente apanhados em flagrante a lançar ataques químicos para incriminar o governo sírio.

 

Todos estes factos tornam altamente improvável que o governo sírio tenha sido o responsável pelo ataque e altamente provável que tivessem sido os terroristas. Mas tanto o governo americano como a comunicação social continuam inclinados em acusar o governo sírio mesmo sem terem provas concretas e quando essa possibilidade é um contra-senso.