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Chave Mestra

Chave Mestra

Frontex diz que organizações não governamentais estão a ajudar traficantes de pessoas no mediterrâneo e a violar leis - mortes por ano continuam a aumentar

Frontex diz que organizações não governamentais

 

Segundo o relatório de 15 de Fevereiro da Frontex, agência de controlo de fronteiras marítimas da União Europeia, organizações não governamentais no mar mediterrâneo estão a recolher migrantes económicos (apenas uma pequena minoria são refugiados de acordo com imagens e números oficiais) a apenas 15 km da costa da Tunísia e Líbia e a transportá-los para a Europa como se trata-se de um serviço de transporte e não de salvamento, violando a lei que diz que as pessoas resgatadas no mediterrâneo têm de ser transportadas para o porto mais próximo, que neste caso fica na Líbia ou Tunísia.

 

Os traficantes de pessoas, que cobram cerca de 1.500 euros por pessoa, estão a contactar directamente os barcos destas organizações em vez de contactar a Frontex ou outras autoridades europeias como tinha vindo a acontecer até Junho do ano passado, altura em que essa situação se começou a inverter. Isto porque as organizações não governamentais não prendem os traficantes de pessoas nem confiscam os seus barcos.

 

Entretanto na Líbia, refugiados e migrantes estão a ser capturados e vendidos em mercados de escravos. Algo que a comunicação social também se tem recusado a noticiar.

 

O objectivo primário da Frontex no mediterrâneo é dissuadir a travessia ilegal e capturar os traficantes de pessoas para evitar mortes por afogamento. Até agora a Frontex tem sido completamente incapaz de atingir esse objectivo primário, apesar do aumento de orçamento que recebe todos os anos, já que o número de mortes e travessias ilegais no mediterrâneo tem constantemente aumentado.

 

Agora com a crescente presença destas organizações não governamentais no mediterrâneo, que se aliaram aos traficantes de pessoas no norte de África, o objectivo de dissuadir a travessia ilegal pode ter ficado completamente comprometido. E não só o número de mortes por ano não pára de aumentar, apesar de mais travessias estarem a ser feitas em barcos seguros pertencentes a estas organizações não governamentais, como à medida que os traficantes de pessoas lucram e ganham poder com esta situação os migrantes e refugiados ficam mais expostos à exploração, abuso e captura para venda por parte destes traficantes de pessoas e outros criminosos.

 

Quando a Austrália há relativamente pouco tempo se deparou com uma situação semelhante, o seu governo emitiu um comunicado dizendo que qualquer pessoa que chegasse à sua costa ilegalmente seria enviada para trás. As travessias perigosas pararam e as mortes por afogamento também.