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Chave Mestra

Chave Mestra

Ministro das Finanças alemão considera pobreza, miséria dos portugueses e saquear do país pelos accionistas dos bancos centrais um sucesso

Ministro das Finanças alemão considera pobreza,

 

Wolfgang Schauble disse que Portugal é um caso de sucesso dos programas de resgate (empréstimos a países) quando comentava sobre o pedido que o governo português tinha feito na reunião de ministros das Finanças em Junho para que os credores europeus (Comissão Europeia e Banco Central Europeu)  autorizassem Portugal a pagar ao FMI, o outro credor, cerca de 10 mil milhões de euros antecipadamente.

 

Desde que em 2011 Portugal recebeu cerca de 90 mil milhões de euros da troika (FMI, Comissão Europeia e Banco Central Europeu) a pobreza, o desemprego e a miséria aumentaram ainda mais, e empresas do Estado português - que pertenciam a todos os portugueses - foram vendidas ao desbarato devido às políticas impostas pelo FMI sempre que empresta dinheiro a um país expostas por Joseph Stiglitz. Isto apesar de o FMI ter sido criado depois da 2ª Guerra Mundial com o ouro de países como Portugal para ser utilizado para benefício da humanidade.

 

Em 2015 o FMI disse no relatório "Crisis Program Review" que Portugal devia reestruturar a sua dívida porque o FMI cometeu erros sobre a sustentabilidade dessa dívida. Algo que tanto o governo como o presidente da república gostam de ignorar quando dizem que é excelente Portugal estar a pagar em antecipado. Até a suposta oposição gosta de se manter calada sobre este relatório.

 

Apesar de Portugal estar a pagar a dívida regularmente, e até antecipadamente, a dívida continua a aumentar, vai continuar a aumentar, e já vai quase em 250 mil milhões de euros, um valor muito superior aquele que o país produz por ano (185 mil milhões) e que é impagável.

 

O Banco Central Europeu, composto de bancos centrais privados europeus como o Banco de Portugal, lucra com toda essa dívida e os seus accionistas, protegidos pela anonimidade que lhes é concedida pela lei mas não pela história, são também accionistas das multinacionais que entretanto compraram empresas do Estado português ao desbarato.

 

Portugal, já com uma dívida impagável, encontra-se então a pagar em antecipado uma dívida que o próprio credor admite que devia ser reestruturada, ao mesmo tempo que o seu governo e presidente da república aplaudem, e são obrigados a pedir permissão para o fazer à Comissão Europeia - um corpo não eleito por povo nenhum com o exclusivo poder de escrever e aprovar leis a nível da União Europeia que compõem a maioria das leis dos países da União Europeia.

 

Schauble, o ministro das finanças alemão, considera isto tudo um sucesso.