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Chave Mestra

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NOS, RTP, SIC e Google admitem que querem decidir por nós o que são notícias falsas e pedem censura

NOS, RTP, SIC e Google admitem que querem decidir

 

Os poderosos querem censurar a internet e decidir quais são as notícias que merecem ser destacadas e consideradas de "qualidade", e quais as que merecem ser censuradas e consideradas "falsas". Google, Facebook e outras plataformas da internet estarão encarregues da censura enquanto produtores e distribuidores de conteúdo como NOS, SIC e RTP serão os ditadores ou influenciadores daquilo que é verdadeiro ou falso, ou como eles dizem, de qualidade ou sem qualidade.

 

Isto ficou comprovado com as declarações feitas durante o recente encontro da QSP Summit pelo presidente da Impresa (SIC, Expresso, Visão e outros) Francisco Pedro Balsemão, pelo presidente da RTP Gonçalo Reis, pelo presidente da NOS Miguel Almeida, e pelo máximo responsável da Google em Portugal Bernardo Correia.

 

Os seguintes são excertos do artigo de Elisabete Felismino de dia 24 deste mês para a ECO.PT "QSP Summit: Balsemão ataca Google e Facebook":

 

 

Presidente da NOS - Miguel Almeida:

"“vai haver uma disrupção tecnológica e regulatória”. E lembrou que “sem rede de comunicações não é possível aceder a conteúdos através do telemóvel e televisão”. Miguel Almeida frisou que “há desequilíbrios nos conteúdos mas que nunca tivemos tantos conteúdos como hoje”. Para o presidente da NOS, “os mercados vão ter que se ajustar para criar um modelo ajustado” e, se isso não for possível através do mercado, “terá de ser via regulação”"

"E para não destoar, apontou também baterias à Google afirmando que este mostra as notícias que “têm mais visualizações e não as que têm maior qualidade”. O ceo da NOS defendeu que a “curadoria é fundamental desde que obedeça a uma certa regulação, até porque é muito fácil criar notícias falsas”."

"Miguel Almeida lembrou ainda que a “informação livre, independente e credível é um pilar da democracia”, para justificar a razão pela qual não se pode dar aos consumidores apenas a informação que querem. “Estou certo que esse não é o caminho”, referiu."

 

Presidente da RTP - Gonçalo Reis:

"“não podemos fazer apenas o que os consumidores mais pedem, no imediato até pode dar resultados, mas a prazo não acrescenta nada e estamos a perder personalidade”
Gonçalo Reis apontou também baterias para os distribuidores de conteúdos afirmando que estes serão “mais ricos e mais atrativos se tiverem uma produção de conteúdos com maior qualidade”"

 

Google Portugal - Bernardo Correia:

"afirmou concordar com a necessidade de criar “um ecossistema credível e sustentável de apoio à inovação“. E lembrou que a “Google contribuiu com 3,6 milhões de euros para a área da informação através do fundo Digital News Initiative (DNI)”"

 

Presidente da Impresa - Francisco Pedro Balsemão:

 

"“Sem os nossos conteúdos de qualidade não haveria Google nem Facebook, eram umas páginas amarelas com uns gatinhos a tocar piano”"

 

"“é preciso dignificar o nosso contexto” de modo a “criar um ecossistema credível para todos”"