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Chave Mestra

Chave Mestra

SIC Notícias mente e esconde informação para fazer parecer que Trump mandou parar investigação, mentiu e despediu director do FBI para encobrir ligações com a Rússia

SIC Notícias mente e esconde informação para fa

 

Durante a audiência de ontem perante o Senado, o ex-director do FBI James Comey admitiu que Trump não ordenou que qualquer investigação fosse parada, admitiu ter entregue ao jornal New York Times um memorando contendo informação de segurança nacional sobre uma conversa privada com Trump, admitiu que o FBI não possui qualquer prova ou informação que ligue Trump ao governo russo, e admitiu ter cometido perjúrio ao ter dito ontem sob juramento que sofreu influência de Trump em relação à investigação a Michael Flynn depois de no dia 3 de Maio ter dito, também sob juramento, que ninguém o influenciou em qualquer investigação.

 

Também durante a audiência de ontem, James Comey disse que acredita ter sido despedido por Trump por causa da investigação às possíveis ligações entre a campanha de Trump com o governo russo, mas admite que despedir o director do FBI não altera a investigação e que Trump até lhe mostrou ser a favor dessa investigação.

 

Disse também que a Procuradora-Geral da administração Obama, Lorettta Lynch, lhe pediu para chamar de "assunto", em vez de "investigação", à investigação sobre os emails confidenciais do Departamento de Estado que Hillary Clinton ilegalmente guardou em servidores privados, e depois apagou quando o FBI os requisitou. Pedido ao qual Comey obedeceu.

 

Mas julgando pela narrativa da comunicação social, Trump é quem saiu a perder com o testemunho de Comey e está perto de ser destituído. Isto porque a comunicação social ignora todos os factos mencionados neste artigo e foca-se apenas no facto de Comey ter dito que sofreu influência de Trump na investigação a Michael Flynn e as suas possíveis ligações ao governo russo. Tal influência não é ilegal mesmo que venha a ser provada. Uma ordem para parar a investigação, caso tenha tido lugar, também não é ilegal já que esse é um dos poderes do presidente dos EUA.

 

A SIC Notícias, por exemplo, no seu artigo de ontem "Ex-diretor do FBI confirma que Trump pediu que abandonasse investigação" mente-nos ao dizer que Comey disse que Trump lhe pediu para parar a investigação a Michael Flynn. Isto porque Comey, quando lhe é perguntado especificamente durante a audiência, admite que Trump não lhe pediu ou ordenou que parasse qualquer investigação, concordando com o Senador que as palavras de Trump não foram sinónimo disso e que foi o próprio Comey que as interpretou como um pedido ou ordem.

 

A comunicação social tem também tentado pintar James Comey como uma pessoa de alta integridade quando existem inúmeras provas do contrário.

 

Quando Bill Clinton recorreu a esquemas ilegais no mercado imobiliário para obter 850 mil dólares que usou para financiar a sua campanha para o Senado, num escândalo conhecido pelo nome "Whitewater", o então Director Assistente do inquérito James Comey assegurou-se que Bill Clinton não seria acusado.

 

Quando a empresa de armamento e pesquisa cientifica/militar Lockheed Martin, com um longo relacionamento com o governo americano, foi apanhada a violar leis e a roubar o Estado americano, o então procurador James Comey assegurou-se que a empresa pagaria multas mas que ninguém iria para a prisão. Em troca, a Lockheed Martin pagou a James Comey 6 milhões de dólares.

 

Quando Marc Rich foi acusado de lavar centenas de milhões de dólares e fugiu do país, e a sua ex-esposa em seguida afunilou milhões para o Partido Democrata, para a campanha de Hillary em 2000 e para a Biblioteca Clinton, resultando num perdão presidencial de Bill Clinton a Marc Rich, o então procurador James Comey assegurou-se que nem Marc Rich nem Bill Clinton fossem levados a tribunal.

 

Quando o banco HSBC foi apanhado a lavar centenas de milhares de dólares, o então procurador James Comey assegurou-se que o banco pagaria uma multa mas que ninguém iria para a prisão. Em troca, foi contratado pelo banco.

 

Quando Sandy Berger, Conselheiro de Segurança Nacional de Bill Clinton, foi apanhado a roubar documentos dos arquivos do Estado americano que provam como Bill Clinton intencionalmente deixou Osama Bin Laden fugir, o então procurador James Comey assegurou-se que Sandy Berger não seria alvo de nenhuma acusação.

 

Quando o director do FBI James Comey admitiu, a meio da última corrida presidencial nos EUA, que Hillary Clinton cometeu crimes ao utilizar servidores privados para guardar documentos confidenciais do Estado enquanto Secretária de Estado, e que mentiu sobre ter entregue todos os documentos do Estado ao FBI e que contratou uma empresa para eliminar documentos confidenciais do Estado permanentemente, James Comey disse que Hillary fez tudo isto sem intenção e por isso não iria ser acusada.

 

Desde que Trump se tornou presidente dos EUA em Janeiro, James Comey tem-se recusado a investigar a administração Obama por ter "desmascarado" ilegalmente pessoas americnaas captadas em escutas telefónicas e ter espiado milhares de americanos ilegalmente, incluindo Trump e a sua campanha presidencial.

 

Tem-se recusado a investigar também o caso Seth Rich, que é o provável ladrão dos emails do Partido Democrata, e não os russos. Seth Rich era o chefe do departamento de expansão de dados eleitorais do Partido Democrata quando, há cerca de um ano, foi assassinado cerca de duas semanas antes de a Wikileaks publicar os emails do Partido democrata que desvendaram corrupção e crimes dentro do partido e da campanha de Hillary Clinton. O caso de Seth Rich tem estado em aberto desde então.

 

Há poucas semanas Rod Wheeler, o investigador privado e ex-detective de homicídios contratado pelos pais de Seth Rich, disse à comunicação social que recebeu informação dentro do departamento de polícia de Washington D.C. que foram ordenados a não investigar o caso. Disse também que recebeu informação de um agente do FBI que o FBI, menos de 4 dias após a morte de Seth Rich, analisou o computador de Seth Rich e descobriu contactos entre Seth Rich e a Wikileaks.

 

James Comey estava também a recusar-se a investigar as redes de pedofilia que estão a ser desmanteladas a um ritmo nunca antes visto desde que Trump tomou posse como presidente, com mais de 10 mil presos até ao momento e centenas de crianças resgatadas.