Mentiras da comunicacao social e noticias censuradas.

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Chave Mestra

Mentiras da comunicação social e notícias censuradas

Chave Mestra

Mentiras da comunicação social e notícias censuradas

Jornalista canadiana expõe mentiras da comunicação social sobre a guerra na Síria

Jornalista canadiana expõe mentiras da comunicaç

 

A jornalista independente Eva Bartlett deu uma conferência de imprensa no dia 9 deste mês nas Nações Unidas onde disse que a comunicação social nos está mentir sobre o que está a acontecer em Alepo e na Síria em geral. Apenas 7 jornalistas compareceram para a conferência de imprensa.

 

"Fui à Síria 6 vezes desde 2014, duas dessas vezes com delegações internacionais e quatro vezes independentemente com um visto que pedi, pelo qual paguei e pelo qual aguardei. As minhas viagens têm sido pagas por mim própria ou por angariações de fundos. Tenho ido a meu próprio risco, tenho tido a possibilidade de me movimentar livremente dentro do país para áreas ás quais desejo viajar."

 

A jornalista diz ter visitado várias das cidades em guerra, incluindo Alepo, onde já esteve por 4 vezes. Diz também que os acordos de cessar-fogo não resultam já que os grupos terroristas não obedecem a ninguém, nem mesmo os terroristas que são apoiados pelos Estados Unidos, e que nem os próprios Estados Unidos respeitam o cessar-fogo e estão a ajudar o Estado Islâmico:

 

"Não há nenhuma crença que qualquer dos grupos que, os Estados Unidos e os líderes do Ocidente que financiaram estes terroristas, não há nenhuma crença que eles sejam capazes de controlar os terroristas e fazê-los aderir ao cessar-fogo, e o povo de Alepo quer que Alepo seja completamente libertada (dos terroristas)."

 

"O último cessar-fogo em Setembro foi desde o início negado por 20 principais facções terroristas que declaram que não iam participar e desde o início violaram o cessar-fogo mais de 300 vezes durante o tempo do cessar-fogo, e enquanto os russos e os sírios (exército) aderiram ao cessar-fogo, não só estas facções de terroristas mas também a coligação dos Estados Unidos violaram o cessar-fogo atacando posições do exército sírio em Deir ez-Zor, matando pelo menos 83 soldados sírios num ataque prelongado que durou quase uma hora e que permitiu ao Estado Islâmico conquistar essa posição."

 

Sobre o Exército Sírio Livre, um dos "grupos militares rebeldes" apoiados pelos Estados Unidos que tentam derrubar o governo sírio, a jornalista teve isto a dizer:

 

"(a Síria) desde 2012 tem sido habitada por diferentes facções terroristas, entre elas a al-Nussra (al Qaeda), entre elas o chamado Exército Sírio Livre, que cometeu os mesmos actos horrendos de terrorismos que a al-Nussra, que o Estado Islâmico, que o Ahrar al-Sham, que o Harakat Nour al-Din al-Zenki que decapitou uma criança palestiniana de 12 anos e que ainda é considerado moderado. Desde 2012 estas áreas de Alepo que recentemente foram libertadas, a sua ocupação por estas facções terroristas significou que a grande Alepo composta por mais de 1,5 milhões (de habitantes) tem sido objecto de capturas que lhes negam alimentação e medicamentos. Sofreram durante anos sem electricidade e água, e sofreram bombardeamentos diários destes terroristas com morteiros e barris de gás que são improvisados e feitos no local, de bombas de água quente que são ainda mais fortes e capazes de derrubar andares e até edifícios inteiros, de armas convencionais como mísseis GRAD (mísseis montados em veículos tipo tractor de camião) fornecidos pelo Ocidente, etc."

 

"Os terroristas que se declaram libertadores da Síria não querem que as pessoas fujam, têm mantido civis como reféns, e se estiverem a seguir relatos que não são da BBC e que não são do New York Times vão vêr inúmeros testemunhos de civis, dos 100 mil civis que foram libertados na última semana a dizerem graças a Deus ao exército sírio que nos libertou e que os terroristas nos estavam a privar de comida, estavam-nos a impedir de ter acesso a comido, tudo isto está documentado."

 

"Um dos mitos sobre Alepo, e a Síria em geral, tem sido que o governo sírio e o seu exército estão a privar a população de comida. De novo, refiro-me ao testemunho de pessoas, até pessoas com as quais me encontrei em Novembro. Encontrei-me com uma família de pessoas desalojadas de Al Hallak, que fica a norte de Bustan al Basha, ambas as áreas estão ocupadas por terroristas, nessa altura quando me encontrei com elas a 10 de Novembro ele disse-me que tinha fugido juntamente com outros 40 há cerca de 20 dias e que já tinham tentado anteriormente fugir por duas vezes mas que foram impedidos com violência de o fazer pelos terroristas que ocupavam essas áreas. Estes são os testemunhos que vêm de Alepo agora. Pessoas a dizerem tentámos fugir, eles não nos deixaram, dispararam contra nós. Também há vídeos que mostram pessoas que conseguiram fugir debaixo de fogo com o exército sírio a protegê-las das balas. Isto para dizer que o que temos ouvido na comunicação social das grandes corporações não pinta uma imagem precisa do que se tem passado em Alepo. A comunicação social das corporações está a dizer que o exército sírio está a atacar as pessoas e até hoje a comunicação social das corporações mantém esta posição, apesar de o exacto oposto ser a verdade."

 

"Também está documentado que nas áreas ocupadas pelos terroristas, incluindo uma escola, estão a ser guardados químicos usados para fabricar armas químicas. Pode-se também ver botijas de gás utilizadas para fabricar bombas de gás. Quando estive em Layramoun vimos uma fábrica num dos edifícios que era usada para fabricar bombas de gás. Em Layramoun também vimos provas do chamado Exército Sírio Livre, que algumas pessoas dizem já não existir. A 16ª brigada estava activa lá, tinham uma célula subterrânea, 3 andares abaixo do solo, que estava perfeitamente intacta apesar dos bombardeamentos aéreos. E eu falo nisto porque as pessoa falam na destruição em Alepo como se a destruição física importasse. São as pessoas aquilo com que o governo sírio e o povo sírio se preocupam. E a destruição em áreas ocupadas por terroristas ocorre porque os terroristas se estão a barricar debaixo do solo, sobem ao solo, lançam as suas bombas contra populações civis e voltam para o sub-solo."

 

A jornalista diz também que não só a comunicação social tem mentido sobre quem tem bombardeado hospitais, como se referiu a um exemplo específico em que o canal Fox News mostrou a imagem de um hospital que dizia ter sido destruído pela Rússia ou pela Síria quando o hospital na imagem nem sequer era o hospital a que se referiam na notícia, era um hospital numa localização completamente diferente e que tinha sido destruído em 2013 por um ataque por parte da Al-Nussra com um veículo-bomba.

 

Diz também que a maioria da informação que a comunicação social está a receber da Síria vem do Observatório Sírio dos Direitos Humanos e que esta instituição é apenas um homem em Coventry, Inglaterra. Este homem, um sírio chamado Rami Abdul Rahman, admitiu em 2015 ao canal RT que há 15 anos que já não vai à Síria e que apenas conhece alguns dos supostos activistas que lhe enviam a informação e apenas através de amigos em comum.

 

Segundo a jornalista não existem organizações internacionais nas áreas de Alepo ocupadas pelos terroristas (zona este), e que os Capacetes Brancos, organização a que é atribuida credibilidade por parte da comunicação social e governos, são uma organização "fundada em 2013 por um antigo militar britânico, foram financiados com cerca de 100 milhões de dólares pelos EUA, Reino Unido, Europa e outros estados, dizem estar a resgatar civis em este de Alepo e em Idlib, no entanto ninguém em este de Alepo ouviu falar neles, e digo "ninguém" tendo em conta que 95% destas áreas em este de Alepo já foram libertadas. Os Capacetes Brancos dizem ser neutros, no entanto são encontrados armados no meio de cadáveres de soldados sírios, e imagens de vídeo deles contêm crianças que foram "recicladas" em relatórios diferentes."