Mentiras da comunicacao social e noticias censuradas.

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Chave Mestra

Mentiras da comunicação social e notícias censuradas

Chave Mestra

Mentiras da comunicação social e notícias censuradas

"Jornalista" Patrícia Martins Carvalho comete uma séria ofensa contra a humanidade.

Jornalista Patrícia Martins Carvalho comete uma s

 

No seu artigo para o "Notícias ao Minuto" com o título "O significado escondido na imagem de Putin no velório de embaixador russo", Patrícia Martins Carvalho condena os seus leitores à ignorância sobre uma das guerras mais importantes a ser travada hoje pela humanidade ao dizer que o assassino do embaixador russo fê-lo porque quis vingar a tragédia que se abateu sobre Alepo, na Síria.

 

No dia 19 deste mês o Embaixador russo na Turquia foi assassinado a tiro por um polícia turco no seguimento da vitória da Síria e Rússia em Alepo contra os terroristas islâmicos sunitas. Tal como a "jornalista" Patrícia Martins Carvalho agora, os meios de comunicação tentaram, e têm tentado, retratar o acto como se de uma vingança pelas pessoas inocentes que morreram se tratasse.

 

Os meios de comunicação social portugueses retrataram as palavras gritadas pelo assassino como um alerta para a situação em Alepo sem nunca elaborar, apenas referindo que foram gritadas as palavras "Alepo" e "vingança" e a frase "Não se esqueçam de Alepo" quando todas as frases gritadas pelo assassino, ou pelo menos algumas, podiam facilmente ter sido mencionadas de maneira a revelar o verdadeiro contexto da sua mensagem.

 

O assassino também gritou "Nós morremos em Alepo, vocês morrem aqui.". Vários tipos de pessoas morreram em Alepo, mas ao menos esta frase contextualiza um pouco melhor a mensagem do assassino.

 

Outra frase do assassino foi "Nós obedecemos à ordem de jihad". Este é um slogan do grupo terrorista islâmico sunita al-Nussra, que é basicamente a Al-Qaeda na Síria. Esta frase já nos mostra a quem o assassino se referia quando gritava "Nós morremos em Alepo, vocês morrem aqui.", ou por quem era a "vingança" pelas pessoas que morreram em "Alepo": os terroristas islâmicos sunitas.

 

Mas o assassino ainda foi mais longe no sentido de revelar os seus motivos e intenções quando gritou "Somos aqueles que juraram fidelidade a Maomé para fazer a jihad.". Esta frase diz-nos claramente que o assassino é um terrorista islâmico que matou, segundo ele, em nome do seu deus e por ordem do seu deus.

 

"Não se esqueçam de Alepo, não se esqueçam da Síria. A menos que as nossas cidades estejam seguras, vocês não estarão em segurança. Todos os envolvidos neste sofrimento irão pagar um preço.". Com estas frases ficamos a saber que o assassino queria passar-nos a mensagem de que se continuarmos a lutar contra o terrorismo islâmico sunita os terroristas islâmicos sunitas vão tentar matar-nos. O problema é que eles vão tentar matar-nos mesmo que não os tentemos matar a eles já que o objectivo do islamismo sunita extremista é a conquista e a eliminação dos infiéis (não islâmicos sunitas extremistas).

 

A comunicação social podia-nos ter mostrados estas frases, mas escolheu apenas referir as palavras "vingança" e "Alepo", criando a falsa percepção de que o assassino/terrorista islâmico seria apenas uma espécie de activista exaltado que como todos nós é contra as mortes de inocentes em Alepo, que por sua vez são constantemente atribuídas pela comunicação social à Rússia e Síria com base em informação falsa como a jornalista independente Eva Bartlett, que já visitou a Síria por 6 vezes desde 2014, explicou numa conferência de imprensa no dia 9 deste mês nas Nações Unidas e à qual apenas 7 jornalistas compareceram.

 

As seguintes são algumas das declarações da jornalista durante essa conferência de imprensa:

 

"Os terroristas que se declaram libertadores da Síria não querem que as pessoas fujam, têm mantido civis como reféns, e se estiverem a seguir relatos que não são da BBC e que não são do New York Times vão vêr inúmeros testemunhos de civis, dos 100 mil civis que foram libertados na última semana a dizerem graças a Deus ao exército sírio que nos libertou e que os terroristas nos estavam a privar de comida, estavam-nos a impedir de ter acesso a comido, tudo isto está documentado."

 

"(a Síria) desde 2012 tem sido habitada por diferentes facções terroristas, entre elas a al-Nussra (al Qaeda), entre elas o chamado Exército Sírio Livre, que cometeu os mesmos actos horrendos de terrorismos que a al-Nussra, que o Estado Islâmico, que o Ahrar al-Sham, que o Harakat Nour al-Din al-Zenki que decapitou uma criança palestiniana de 12 anos e que ainda é considerado moderado. Desde 2012 estas áreas de Alepo que recentemente foram libertadas, a sua ocupação por estas facções terroristas significou que a grande Alepo composta por mais de 1,5 milhões (de habitantes) tem sido objecto de capturas que lhes negam alimentação e medicamentos. Sofreram durante anos sem electricidade e água, e sofreram bombardeamentos diários destes terroristas com morteiros e barris de gás que são improvisados e feitos no local, de bombas de água quente que são ainda mais fortes e capazes de derrubar andares e até edifícios inteiros, de armas convencionais como mísseis GRAD (mísseis montados em veículos tipo tractor de camião) fornecidos pelo Ocidente, etc."

 

"Em Layramoun também vimos provas do chamado Exército Sírio Livre, que algumas pessoas dizem já não existir. A 16ª brigada estava activa lá, tinham uma célula subterrânea, 3 andares abaixo do solo, que estava perfeitamente intacta apesar dos bombardeamentos aéreos. E eu falo nisto porque as pessoa falam na destruição em Alepo como se a destruição física importasse. São as pessoas aquilo com que o governo sírio e o povo sírio se preocupam. E a destruição em áreas ocupadas por terroristas ocorre porque os terroristas se estão a barricar debaixo do solo, sobem ao solo, lançam as suas bombas contra populações civis e voltam para o sub-solo."

 

"Um dos mitos sobre Alepo, e a Síria em geral, tem sido que o governo sírio e o seu exército estão a privar a população de comida. De novo, refiro-me ao testemunho de pessoas, até pessoas com as quais me encontrei em Novembro. Encontrei-me com uma família de pessoas desalojadas de Al Hallak, que fica a norte de Bustan al Basha, ambas as áreas estão ocupadas por terroristas, nessa altura quando me encontrei com elas a 10 de Novembro ele disse-me que tinha fugido juntamente com outros 40 há cerca de 20 dias e que já tinham tentado anteriormente fugir por duas vezes mas que foram impedidos com violência de o fazer pelos terroristas que ocupavam essas áreas. Estes são os testemunhos que vêm de Alepo agora. Pessoas a dizerem tentámos fugir, eles não nos deixaram, dispararam contra nós. Também há vídeos que mostram pessoas que conseguiram fugir debaixo de fogo com o exército sírio a protegê-las das balas. Isto para dizer que o que temos ouvido na comunicação social das grandes corporações não pinta uma imagem precisa do que se tem passado em Alepo. A comunicação social das corporações está a dizer que o exército sírio está a atacar as pessoas e até hoje a comunicação social das corporações mantém esta posição, apesar de o exacto oposto ser a verdade."

 

A jornalista diz também que não só a comunicação social tem mentido sobre quem tem bombardeado hospitais, como se referiu a um exemplo específico em que o canal Fox News mostrou a imagem de um hospital que dizia ter sido destruído pela Rússia ou pela Síria quando o hospital na imagem nem sequer era o hospital a que se referiam na notícia, era um hospital numa localização completamente diferente e que tinha sido destruído em 2013 por um ataque por parte da Al-Nussra com um veículo-bomba.

 

Diz também que a maioria da informação que a comunicação social está a receber da Síria vem do Observatório Sírio dos Direitos Humanos e que esta instituição é apenas um homem em Coventry, Inglaterra. Este homem, um sírio chamado Rami Abdul Rahman, admitiu em 2015 ao canal RT que há 15 anos que já não vai à Síria e que apenas conhece alguns dos supostos activistas que lhe enviam a informação e apenas através de amigos em comum.